AMO, incondicionalmente, a minha terra natal- vila do Nordeste Algarvio à beira rio plantada...Dedico-lhe este espaço!...
segunda-feira, janeiro 17, 2011
"FUE en SEVILLA" de SAMARINA
Las manos de la chica son como dos palomas... que belleza, parece que estan flotando... Es la sevillana mejor bailada que he visto. Se te ponen los pelos de punta al verla... Pero la música...ohh! Además la bailan con una pasión...puff. À parte de la técnica, se les nota el arte que tienen ambos.
Muy bonita esta sevillana, la compenetracion de los dos es como se debe bailar,bailas fijado en tu pareja sin importarte lo que ocurra a tu alrededor, es como hacer el amor pero con la ropa puesta... Viva Espana!...Sanlucar del Guadiana!... Su gente, su musica, su pasion, su alegria por la vida!
sábado, dezembro 25, 2010
ALCOUTENEJO, agora tb Cocktail...
4 COCKTAILS - inspirados no concelho de Alcoutim
http://www.cm-alcoutim.pt/portal_autarquico/alcoutim
quarta-feira, dezembro 01, 2010
Tenho um AMIGO POETA
Os seus versos, vêm provar que eu não minto... é uma terra linda, sim.
Não fui lá recebê-lo e tive pena, culpa dele porque me telefonou e disse:
_ Adivinha onde estou? E estava lá... em ALCOUTIM, a mais de 100 km da minha terra adoptiva: Albufeira.
terça-feira, novembro 23, 2010
É bom viver em Alcoutim...
domingo, novembro 21, 2010
P'ra matar saudades... vou lá!!!
segunda-feira, novembro 15, 2010
A minha ESCOLA
Actualmente a Praça está diferente - mais moderna, mais acolhedora. As casas que a ladeavam foram dando lugar a edifícios mais altos. Restam apenas o Edifício da Câmara, a casa dos meus pais e a velha Escola que, há muito deixou de vibrar ao som dos risos e gargalhadas dos miúdos, dado que outra foi construída, há muitos anos, na parte de cima da Vila.quinta-feira, outubro 28, 2010
A minha AVÓ ISABEL
Quando era miúda adorava dormir com a minha avó, bem aconchegada a ela, aquecidas com as mantas de montanheco/de pura lã de ovelha e tecidas lá em casa no velho tear do meu avô Baltasar. Lembro-me dos Invernos ventosos, da chuva a bater nos telhados, das histórias de vida que me contava enquanto o sono não chegava.
Contava-me que o meu avô assinava um jornal que chegava ao monte pelo correio. Depois de passada a palavra de que o jornal chegara, toda a vizinhança confluía para o Castelo (era assim que se chamava a zona mais alta do monte) onde os meus avós moravam.
Mais tarde, seria outro o meio de comunicação que traria as pessoas ao castelo... um rádio comprado pelo meu pai, receptor de notícias faladas, sinal da evolução dos tempos.
CONCEIÇÃO
Ofereço-ta de coração!...
sexta-feira, outubro 22, 2010
Os meus Pais e Irmão em 1961
A minha mãe não gosta de se ver nesta foto, ela vai-me matar..., mas eu não tenho outra assim, antiga, onde eles estejam os três... Foi tirada por mim junto à Igreja, a dois passos da nossa casa pois residíamos onde é hoje o Restaurante Soeiro.
Fui filha única durante 8 anos, mas pedia constantemente aos meus pais que me mandassem vir um mano... Todas as minhas amigas tinham um irmão mais novo. A Zézinha e a Gracinha tinham irmãos, a Teresa tinha irmãs, a Angelina tinha os irmãos e os primos e eu... ninguém!... Pode parecer uma coisa sem importância, mas era grande a falta que ele me fazia... Tanto chateei... que lá me fizeram a vontade.
Foi na madrugada de 28 de Maio de 1961, que ele chegou. Não sei se a cegonha veio do norte ou se veio do sul. O que sei é que colocou-o, de mansinho, ali em cima do telhado da nossa casa. No 1º andar morava outra menina que também não tinha irmãos, a Fatinha, cujo pai era Guarda Fiscal Ela dormia até mais perto do telhado, mas foi para a minha casa que ele veio. Pensei que talvez ela não gostasse tanto dele como eu e, assim, ele escolheu-me a mim. O acordar dessa manhã trouxe-me uma alegria imensa e, mercê desse acontecimento, passei a ser a menina mais feliz do Mundo!...
Nessa época o dia 28 de Maio era feriado nacional - assinalava a revolta de 1926 que pôs fim à 1ª República Portuguesa. Portanto só a 29 eu fui para a escola. O coração batia apressadamente no meu peito e o contentamento era imensurável. Percorri esses 100 metros que me separavam da escola num segundo. Já tinha espreitado mil vezes para ver se tinham chegado cedo, pois era grande a pressa de poder dizer a todos que tinha um mano lindo lá em casa...
Consta que me esqueci da pasta em casa e tive que voltar para trás... mas finalmente era chegada a hora. Antes da Sra professora nos mandar entrar já eu tinha todos em volta de mim e acabava de organizar a 1ª excursão à minha casa...
_ Então vamos lá, com sorte a Sra Professora atrasa-se hoje... e lá fomos muitos, todos...
Abri a porta, a casa encheu-se de gente miúda a querer ver o benjamim da família, o mano tão desejado da amiga. A minha mãe, ainda a recuperar, estava meio adormecida. Quando entrámos, de rompante, no quarto ela despertou quase assustada e disse:
_ Santo Deus! Ó filha, mas tu trazes-me tanta gente para o quarto, olha que o menino acorda! Tínhamos combinado que seria mais tarde na hora do intervalo e nunca todos ao mesmo tempo...
_ Ó mãe, é só um instantinho...
Nesse dia mesmo o meu pai entra na Conservatória do Registo Civil ali ao lado e baptizou-o com o nome do meu avô paterno, Baltasar. "Esqueceu-se" de consultar a minha mãe, era uma coisa que tinha que ser feita depressa para que lhe pagassem ainda o abono referente a esse mês. Tinha que se apressar...Quando chegou a casa e disse à minha mãe que o nome do franzino bebé era Baltasar ela ficou zangada por 2 motivos:
1º - Não a havia consultado;
2º - Considerava que Baltasar era um nome grande para um bebé tão pequenino, não gostava do nome mas já não havia nada a fazer...
A partir daí e, para demonstrar a sua total discordância, passou a chamá-lo de Guerreirinho. Sempre era um nome "mais pequenino", apesar de conter mais letras... E foi assim que o meu irmão passou a ser chamado por toda a gente nos anos vindouros. Ainda hoje, em Alcoutim o chamam de Guerreirinho. Em família, já adolescente, passámos a chamá-lo de Baltasar (a gosto dele), inclusivé a minha mãe que hoje já gosta do nome. Eu gostei sempre, Baltasar era o nome do meu avô e além disso era também o nome de um dos Reis Magos do presépio...
E foi assim que passei a dividir o amor dos meus pais com um irmão muito desejado.
Ainda hoje adoro o puto!..
quarta-feira, outubro 20, 2010
Ontem FLOR do campo, hoje da cidade!...
Flor - É a minha única prima, em 1º grau, do lado paterno. Sempre a vi como uma irmã mais velha. Comungávamos do grande amor da nossa avó Isabel, que recordo com muita saudade, embora tenha perdido a contagem dos anos que já passaram, sem ela. No tempo da castanha havia sempre um presente para as netas vindo da feira de Castro. Mesmo que não fosse à feira, e nunca dei conta que ela fosse, arranjava sempre um vizinho que as trazia. Sempre que passo a Castro Verde, recordo a minha avó Isabel e o seu presente de castanhas.terça-feira, outubro 19, 2010
Um adeus dói sempre!...
Impreterívelmente, essas horas em que revivo o passado levam-me sempre à infância e causam-me um misto de alegria e tristeza. Alegria porque recordar é viver 2 vezes; tristeza porque a realidade, neste caso, é sempre sinónimo de ausências...
E para finalizar, a certeza de que são consolo hoje, os sorrisos que nos aguardam, algures, no amanhã distante!...
quinta-feira, agosto 05, 2010
Obrigado, Sr António Rúbio, bem haja!...

Vindo do Porto, hoje ao princípio da tarde, apanhei um táxi à porta da gare do Oriente. Expliquei ao motorista para onde queria ir, e notei o seu sotaque, que me pareceu alentejano. Perguntei-lhe de que terra do Alentejo era, e o senhor disse-me que era algarvio, ao que eu respondi que por vezes a entoação da voz se confundia.Então ele disse-me que não era do Algarve das praias e dos turistas, que era do nordeste algarvio, de Alcoutim, terra onde nunca estive, mas que muitas vezes vi o desvio, no caminho do de V.R. de Santo António para Mértola, a caminho de Lisboa ou de Aldeia Nova de S.Bento, no Alentejo.Falou-me da terra e da figura do médico Dr. João Dias, agora à noite estava às voltas com twitters, FB e outlook express e lembrei-me de procurar a terra e o médico. Fui parar ao seu blogue e do sr. Varzeano, ficando encantado com todo o vosso amor à terra e ao personagem médico e à figura de seu pai.É tão bom que se mantenha a memória, das pessoas e das terras, das nossas infâncias e recordações.Bem hajam pelo que fizeram e que mais venham a fazer, parabéns!
De facto, é assim, tanto eu como o Sr José Varzeano temos um grande amor àquela terra, minha terra natal e dele terra adoptiva, mas muito amada. Não se comparam o meu blog e o dele... O meu é muito emoção/coração/sentimento, mas o dele são testemunhos, é património - riquezas de um povo.
Mas Alcoutim é assim, prende-nos... Quando for possivel desça até lá, vai ver que é uma terra linda e vai ver que vale a pena...
Vindo de VRSA entre na marginal, antes da barragem de Odeleite, sempre ao longo do Guadiana. É o Rio ali sempre ao lado e as paisagens que são agrestes, mas naturais e lindas. Vindo de Mértola, desça na nacional antiga e continue então pela marginal. De um lado ou de outro é sempre bonita.
Obrigado pela sugestão, quando fôr visitar um irmão que vive (...)perto, irei mais abaixo e espreitarei com atenção a vossa estimada terra.Vim muitas vezes de Cabanas de Tavira para Lisboa via Mértola e Vale de Mortos, para fugir ao trânsito da antiga estrada do Algarve, e via o desvio para Alcoutim.Também já vi artigos em revistas, sobre o desenvolvimento social e turístico da vossa terra.
Um "quase" diálogo de 2 pessoas que não se conhecem, mas que encontraram um ponto em comum: ALCOUTIM.
Obrigado Sr Rubio e visite-nos. Será sempre bem vindo.
quinta-feira, junho 10, 2010
25ª FEIRA DE ARTESANATO e ETNOGRAFIA - ALCOUTIM

quinta-feira, junho 03, 2010
ANGELINA

O tempo passa, mas a saudade fica!
Porque morei em Faro de 1997 a 2008, reavivámos a nossa amizade de infância e passámos a estar juntas muito tempo. Um dia, vem a má notícia e por imperativos disso, ainda passámos a estar juntas mais tempo. A nossa amizade que já era grande, cresceu ainda mais e ela agarrou-se à vida porque a amava e eu agarrei-me ainda mais a ela porque não a queria deixar ir...
Quando ela foi, foi um pouco de mim... ficou uma saudade imensurável, porque ela era assim, dáva-nos tanto que deixou um vazio enorme nas nossas vidas.
Sempre que se aproxima o 1º de Junho, relembro-a ainda mais... no passado mais recente, no mais distante, nas horas felizes da nossa infância...
Naquela tarde longínqua, havia pinturas em minha casa. Morávamos ali, onde é hoje o Minimercado. A D. Angelina/tia estava a ajudar a minha mãe nessa azáfama e nós, miúdas de 7 ou 8 anos, fomos brincar para o rio. Havia um canavial ali a montante, entre o cais velho e a foz da Ribeira dos Canaviais e foi aí que construímos uma Cabana com canas. Recheámo-la com as nossas bonecas, miniaturas de panelas de alumínio e um fogão, tudo acabadinho de comprar na feira de S.Marcos e preparámo-nos para brincar uma tarde inteira...
Ja fazia calor... De repente, ela começou a sentir comichões nos braços e nas pernas, por todo o corpo e, num ápice ficou cheia de babas em cada centimetro de pele. Muito vermelha ela, muito assustadas as duas... corremos para casa pedindo ajuda. Mal nos viram, a minha mãe e a D. Angelina logo perceberam que era uma grande alergia ao pó das canas. A toda a velocidade a minha amiga foi despida e metida dentro de um alguidar de zinco para onde deitaram água quente e quase meia garrafa de vinagre...
_ Vá, agora um banhito malcheiroso de água com vinagre...
No meio das nossas gargalhadas e molhadelas aquilo passou a ser a continuação da brincadeira interrompida. E eu a morrer de pena por não ter babas, para estar lá dentro também...
Rapidamente as babas esmoreceram e ela depressa ficou boa.
_ És alérgica ao pó das canas, menina. Não voltes lá.
_ E eu?
_Tu não és, está visto...
Recordar e viver 2 vezes, amiga!...
domingo, maio 16, 2010
Quatro bons amigos.
Dos presentes, quem não tem hoje cabelos brancos, é porque os pinta!!!
Só identifico 4... Passaram-se 40 anos, desde que foi tirada esta foto...
Em cima, à esquerda, de óculos - o Duarte.
Tenho saudades tuas, miúdo. Nunca mais soube de ti, que fazes, onde andas??? Recordei-te a vida inteira. Durante muitos anos trabalhei numa escola onde havia a Unidade de Surdos e para onde eram canalizados os miúdos de todo Algarve. Nem imaginas as vezes que me vieste à memória, nem os sorrisos silênciosos que me afloravam aos lábios, quando "te via" nesses miúdos, meus alunos... Perdi-te no tempo e no espaço, bem gostaria de te voltar a ver...
À direita, de olhos quase fechados(!!!), estou eu...
O fotógrafo, meu pai, bem podia ter esperado por melhor pose da sua filha...
Em baixo, "a minha parente" Candinhas por quem os meus pais e eu própria temos uma grande amizade e um carinho muito especial. Sempre nos tratámos assim...por parentes. Talvez isso quisesse dizer que, não sendo familiares, éramos quase...dado que a amizade que nos uniu e une, ainda hoje, é muito grande.
Por último, o Aníbal - nosso grande amigo e enfermeiro, à epoca. Ele continua igual. Tive o prazer de o encontrar no ano passado e de termos posto, um pouco, a conversa em dia.
Gosto de olhar as fotos antigas e descobrir semelhanças.
Gosto de recordar a minha meninice, os meus amigos.
Gosto de lembrar, como éramos todos tão amigos e tão felizes.
Gosto de ALCOUTIM, gosto mesmo!...
sexta-feira, maio 07, 2010
RIBEIRA dos CADAVAIS - Praia Fluvial de Alcoutim
quarta-feira, março 03, 2010
Ao meu PAI
num dia triste
que nunca esqueço.
Deixaste o vazio
que deixam os pais quando partem.
Deixaste uma dor imensa
no meu coração de filha
que menina queria ser
para, de novo, te ter...
O tempo passa, Pai ...
Vem outro ano, chega outro Março
e eu, só queria poder abraçar-te...
apagar velas, beber champanhe
e festejar contigo
a vida que me deste.
Ironia do Destino...
No meu dia, falta-me agora o teu sorriso
e, nesta data, levo-te rosas em vez de beijos...
Como é grande e imensurável
a falta que tu me fazes!...
Estarás no Céu, certamente,
no meu coração
ETERNAMENTE!...
..%%..
terça-feira, março 02, 2010
Como eu vivia as cheias do Guadiana...
De vez em quando chovia bastante e, ele enchia, enchia... tapava o cais e subia. Beijava os pés da Casuarina, inundava-lhe o espaço e, algumas vezes que me lembre, empoleirou-se-lhe na copa.
Lembro-me de uma vez em que chegou aos degraus da minha casa (onde é hoje o minimercado), inundando também os degraus da minha Escola e a Capela de Sto António - minha vizinhança da frente...
A aflição dos nossos pais era enorme com o rio a subir, a subir...
Depois de algumas horas de angústia e de muitas orações também, as águas começavam a baixar. Os resíduos que ficavam - muitos galhos, canas e muita lama eram uma maravilha para nós. Calçávamos as botas de borracha pretas (hoje galochas coloridas, coisa bem mais chique), a miudagem divertia-se à grande porque até ser tudo removido, esperavam que a lama secasse, aquele era o centro das nossas brincadeiras. as nossas mães zangavam-se, a roupa ficava enlameada e os pés dentro das botas ficavam malcheirosos, brancos e franzidos...






