terça-feira, novembro 27, 2012

Mulheres do monte...



A diferença está, apenas e só, na indisfarçável juventude das moçoilas...



A mulher algarvia vestia cores garridas, mas quando o homem estava ausente imperava o negro... se ficava viuva, nunca mais deixava o preto.
 Isto ainda acontece hoje, nos montes do interior algarvio.
. Conheço ainda algumas viuvas, eternamente, de negro vestidas...

Os Serões em casa dos meus avós.





Ainda me recordo dos serões, à lareira, em casa dos meus Avós Maternos. 
O meu Avô Palma era um exímio contador de historias tradicionais ou inventadas, mas nem por isso menos lindas. Quase nos consigo ver, os 3 netos, maravilhados com cada palavra que, pausadamente proferia... Há uns anos atrás estive nesta casa do fogo, que não me pertence, mas a uma familiar.  Já não exise, mas consegui vizualizar “noiva” (uma pedra branca, em forma de cubo, onde eu adorava sentar-me, junto ao 'fogo de chão' e o meu Avô Palma com os outros 2 netos, nos joelhos.
Quase consigo ouvi-lo : “Toca, toca pastorzinho... toca, toca com vigor…” do conto do Pastor e da Flauta... Foi uma infância feliz, a minha!... 
Também as conversas, entre adultos, eram sempre animadas. Muitas vezes, também participavam os moirais e os almocreves, o sapateiro... que uma vez por ano lá permanecia, por uns tempos, a fazer sapatos, ou até o cardador ... Eram serões muito animados. Muitas estórias de vida, de experiências, de muito ensino e aprendizagem... 
De Inverno, à lareira... de Verão, à luz das estrelas...
Em casa dos meus Avós Paternos, havia menos movimento..., não conheci o meu Avô que partiu antes de eu nascer, mas com o meu tio, que vivia ainda com a minha avó, aprendi, desde novinha, a olhar para o Céu... ensinou-me a descobrir as estrelas, os planetas e as constelações, no Universo, que nos envolvia. 
Não havia luz eléctrica e, nos dias de calor, sentados nos poiais, na rua, entre uma conversa e outra, olhávamos para o céu... Olhar as estrelas é privilégio das gentes do campo. Nas cidades não existe esta possibilidade. Falta lugar cómodo e sobram as luzes que tiram tanta nitidez ao firmamento. 
A minha avó, por sua vez, faláva-me da infância do meu pai e dos meus tios, de como ele era aplicado na Escola e dos receios que tinha quando eles abalavam, para a aldeia, a pé... 
Eram uns bons 5 km para lá, outros para cá..., para aprenderem a ler e a escrever.  Este meu tio faleceu aos 35 anos (tinha eu 5) e, a partir daí, nas minhas férias, acabou a alegria e vieram as conversas de muito amor e muita saudade, pelo marido e pelo filho que já não estavam entre nós. Voltou a tristeza àquela casa, e eu dei conta da mudança. Também senti a falta deste meu tio. Era a minha referência, o meu herói em tempo de férias...
 
Sempre achei que contar e ouvir histórias de vida, ou da carochinha, ou outras, pela noite dentro, tenha contribuído para desenvolver a nossa imaginação e empatia e que as conversas à fogueira tenham mesmo estimulado a evolução das nossas capacidades cognitivas, sociais e culturais. À noite, as pessoas descontraíam, acalmavam e procuravam entretenimento. Era um momento universal para formar laços, difundir informação social e partilhar emoções. 

Era assim, há 50 anos... casas plenas de acontecimentos e de vida.
Não tínhamos TVs em casa dos avós, nem Ipads, nem Iphones, nem PCs... mas só ganhámos com isso, porque tínhamos outras coisas que não custavam dinheiro, mas não tinham preço...
Agora, o trabalho e o lazer estendem-se pela noite dentro, em casa, em frente a um computador. Os avós nos lares, os pais sem tempo, os filhos ... 
O que acontecerá às relações?!...

sexta-feira, novembro 23, 2012

O meu PAI - anos 50. . .

 O meu pai, visto pelos olhos de um amigo.


No seu Fiat... qual galã de Hollywood!!!

Foi de facto um homem único no lugar e no tempo!
Como o admiro, na sua tenacidade, no seu querer ir mais além no conhecimento, apesar do ermo solitário, embora lindo em que vivia (Alcaria Alta), colmatado pela experimentação eloquente e por vezes perigosa das "engenhocas" de que era protagonista ímpar!
Ele era um verdadeiro Miguel Ângelo naquele sítio! 
Foi o primeiro a adquirir um rádio, que os mais velhos e mais novos (como eu) aproveitávamos para ouvir, enquanto saboreávamos um copito da aguardente que, entretanto, destilava no alambique; como relojoeiro exímio que tb era, deliciávamo-nos a observar aquela variedade de relógios sobre a bancada; as primeiras quadras de António Aleixo foram exibidas por ele lá no Monte; o primeiro gravador, já em Alcoutim, decifrava algumas fitas magnéticas que militares, como eu, enviávamos lá da guerra, para a família (não havia telemóveis...); a primeira bicicleta com motor adaptado, com mudanças semelhantes às de um automóvel (dela caiu algumas vezes) atravessou o rossio, conduzida por ele; belos tecidos artesanais confecionava naquele tear, como distinto tecelão que foi no concelho de Alcoutim etc. etc etc.
A última vez que o vi foi em Loulé, quando me desloquei de Lisboa e aproveitei para trabalharmos ambos, na sua oficina improvisada, na execução de um aerogerador o qual, possivelmente, ainda deve estar a girar lá no quintal em Loulé, onde vivia ultimamente...
Grande Homem, o meu primo João Baltazar, que ainda hoje continua presente como ontem!
OBRIGADO, Sebastião por me mostrares o meu PAI nos anos 50...  
No blogue AlcoutimLIVRE o Sr José Varzeano havia de complementar esta tua narrativa, mostrando-me como era JBG nos anos que se seguiram!!! É um privilégio poder contar com as vossas memórias mais recônditas.
Adoro conhecer o meu pai aos vossos olhos.
Beijinho e bem hajas.
Maria Odili@

quinta-feira, novembro 22, 2012

No Nordeste, antigamente...

O dia estava chuvoso e feio, mas foi bastante agradável. De regresso passei pelo monte e embrenhei-me pela freguesia de Vaqueiros rumo ao concelho de Castro Marim.
Não conhecia esta estrada nem outras que partem de Vaqueiros, pela serra abaixo, até ao litoral. Estamos tesos e sem dinheiro, mas estou como diz o outro: ficámos com a obra feita!!! As populações do interior serrano bem precisavam destas vias de comunicação.
Em Alta Mora "conheci o salão de baile" onde íam dançar os rapazes de Alcoutim. Nós, as raparigas, não tínhamos essa sorte. Já era outro concelho e os tempos eram outros...Ficávamos roídinhas de inveja porque as outras íam ter, de mão beijada, os moços mais lindos das redondezas, que eram os "nossos", e nós... tristinhas até ao regresso deles. A não ser os da nossa terra só tinhamos permissão para ir ao baile das Quatro Estradas... a 8 km.
Portanto " conheci o baile" com 40 anos de atraso...
O que foi um salão de baile é hoje uma moderna habitação. Nada a fazer lembrar os tempos idos, apenas a recordação persiste nas memórias de cada um.

Como tenho uma imaginação prodigiosa, fecho os olhos e visualizo tempos idos... 
A noite é escura como breu. Aqui e ali, balanceiam alguns lampiões, ao sabor dos passos de quem os transporta. Vejo raparigas chegarem ao baile acompanhadas da mãe, da tia ou de uma vizinha de confiança, que também traz a filha - é preciso manter o cerco apertado, estar vigilante pois há o perigo de o atacante/rapaz desferir o golpe na presa/rapariga ao mais pequeno descuído... 
Já na sala do baile, rapazes e  raparigas sem conta, (pois era o tempo em que os casais faziam filhos com fartura), rodopiam ao som de uma valsa.
No palco improvizado, o acordeonista faz o que uma orquestra inteira não consegue fazer hoje - chama à pista dezenas de pares logo aos primeiros acordes... (Hoje, a sua maioria encosta ao balcão e bebe)...
De repente, o Petromax avaria-se ou alguém provoca um apagão... (às vezes acontecia, aliás, muitas vezes acontecia)...  A felicidade é total, ouve-se um burburinho de contentamento na pista,  as vigilantes levantam-se aflitas e de coração acelerado, chamam por esta e por aquele..., mas nada podem fazer.
A sala fica por momentos na escuridão.  Dá-se azo aos prazeres proibidos que não eram NADA a comparar com o que se faz hoje, de luz acesa.
Alguns rapazes,  os de menos sorte e muita inveja, acendem isqueiros aqui e ali e lentamente a sala ilumina-se e o problema também, rapidamente, se resolve.
A chuva e o vento acalmaram e é hora de descer à terra...

Estou cada vez mais presa à simplicidade do Nordeste algarvio... pudesse eu e ficava lá, sempre. Assentava arraiais na calma e no sossego...e só vinha à cidade matar saudades da família.

quinta-feira, novembro 15, 2012

Ficou-vos na memória?!...

 
Esta foto poderá chamar a v/ atenção pela figura que saúda a população... mas o que chamou a minha atenção foi a janela do meu quarto, mesmo em frente, com a colcha pendurada!!!
Dali eu via tudo e, como costumo dizer, da janela do meu quarto eu via a Praça pulsar...
Devem ter-se passado uns 50 anos...
 
Mais uma foto das centenas que guardo... esta foto é histórica, embora não gostemos de recordar estas figuras, foi um dia importante para a vila.
Inaugurava-se a energia electrica...
 
Aguardava-se chegada do Almirante numa Curveta da Marinha Portuguesa...
Eu estava por ali, com todos os meus colegas, no meio da multidão. Decerto vestida a rigor, sapato de verniz preto com presilha, meias brancas arrendadas qua a minha mãe fazia tão bem e tranças com laçarotes nas pontas a condizer com o vestido.
A professora a dar as ultimas instruções e nós a acenarmos com as bandeiritas nas mãos... deveríamos comportar-nos bem e fazer tudo direitinho. Vinha visitar-nos Sua Exª o Presidente da República Portuguesa - o mais alto cargo da nação - aquele senhor vestido de branco, que víamos na parede  da sala de aula, ao lado de outro Sr de nariz grande que vestia um fato escuro... No meio de ambos um crucifixo... todos sabíamos bem quem eram e aguardávamos, expectantes.
Éramos crianças e tudo nos fazia felizes. Nós queríamos lá saber do que se passava fora dali, em Lisboa ou no resto do mundo!....
O nosso mundo era aquele, era restrito, mas era fantástico. A banda tocava, as ruas estavam engalanadas, nas janelas esvoaçavam as colchas, os GNR e GF vestiam as fardas de gala... Era dia de festa e ponto final...
 

segunda-feira, novembro 12, 2012

Momentos...


I - Estas tranças eram o meu encanto. Às vezes a minha mãe esmerava-se e colocava-lhes nas pontas uns laçarotes a dar com a roupa. Todas as manhãs antes de abalar para a escola era isto e mais o resto... Eu a choramingar com os repelões que me dava e a minha mãe à pressa para eu chegar a horas... Compreendo o porquê de as cortar quando o benjamim da familia chegou... Era o tempo em que ninguem perguntava a nossa opinião e a gente limitava-se a obedecer... Chorei rios de lágrimas...
Ainda as guardo... Aos 7 anos.

II - O corte que menos trabalho dava a pentear... Ganhaste um mano, Maria Odília, há tanto desejado, mas perdeste as trancitas, à conta da falta de tempo da mamã, a partir daí... Aos 8 anos. 

III - Sentada num dos bancos da Capela... com os meus adorados chinelos de Borboleta que escorregavam, escorregavam...
Ainda dei umas escorregadelas valentes, nas polidas calçadas de Alcoutim... e alguns " "bate-cús", certamente.
Aos 10 anos.

IV - A moderna mini saia na década de 60... quando os rapazes já começavam a reparar na miúda do café... Tenho outra neste local, mas com a Gracinha ao lado, a ver se ela não se importa que a coloque aqui... há que pedir permissão primeiro.
Aos 15 anos.


V - Irradiando alegria!!!
Ainda hoje é assim. Podem tirar-me tudo - encolher-me o ordenado, subir-me o IRS, mais o IVA e o IMI - mas nunca me tirarão os sonhos nem a alegria de viver!!!
Aos 17 anos.


O espólio é grande!... Com o tempo, vou colocando mais.

terça-feira, novembro 06, 2012

A CASUARINA está doente?

 
Com o Guadiana a correr a 10 metros, será que a Casuarina morre de sede?!...É património reconhecido em Diário da Republica, não gostaria de a ver morrer.
O Rio a passar-lhe aos pés (digo raízes...), desta vez parece-me tão sedenta... Será por falta de algum cuidado, a cor "doente" que lhe vi hoje?!...
 
Deste alerta que coloquei no FB, ja recebi resposta do nosso Presidente:
 
 Francisco Amaral - "Menina" Odilia, como boa alcouteneja que é, tem obrigaçao de saber que a nossa casuarina todos anos muda a folha e os varredores da Câmara bem sabem a "trabalhera". Para alem do mais, ela já não é nenhuma "moça" nova. Mas eu ainda hoje vou lá com o estetoscópio:-). 1 bjnho de amizade.


Odília Guerreiro - A cor... nao gostei da cor, nem foi da falta de folhas!!! pode ser a cor do Outono, mas nunca a vi tão castanha...Sabado estou aí para verificar se a "estetocopiaste" bem... És médico, não és botânico... :(



José Manuel Candeias Lopes - Acho que o problema não é a "áuga" mas da "bubida" que o Soeiro lhe dá à noitinha, porque as casuarinas aguentam bem a humidade...
 
E acrescenta ...
A Casuarina equisetifolia é um membro da família Casuarinaceae, é uma árvore perene com aparência de pinheiro. A árvore pode atingir alturas de até 50 metros, com um diâmetro de até 18 centímetros, no entanto, ela geralmente só atinge 15 a 25 metros de altura.
A Casuarina foi muito utilizada pelos arborígenes australianos para a fabricação de bumerangues e os colonizadores europeus utilizavam sua madeira para fazer assentos. Também é muito utilizada em construções rurais como cercas, mastros e remos, cangas, bengalas, para pernas de piano, telhas, compensados e esquadrias
A casuarina foi extensivamente cultivadas para controle de erosão, combustível, e como quebra-vento. A casca, usada para curtimento de couro, torna-o flexível e macio. Além de sua capacidade de elevar o nível de nitrogênio no solo, quando cultivado em agricultura de rotação ou em aterros rodoviários de estabilização, mas também produz madeira de boa qualidade de alto valor energético.
Na medicina popular a casuarina é muito utilizada como: diurético, adstringente, laxante, tônica, excelente para amenizar cólicas, tosse, diarréia, disenteria, dor de cabeça, nervos, espinhas, feridas, dor de estômago, inchaço e dor de dente.
 ..................
Muito bem, aceito as explicações.
Confio em vós, que sois sabedores...
Há que aguardar, a ver vamos!... mas vou cobrar, se ela morrer!!!
 

 
 
 


segunda-feira, novembro 05, 2012

O Castelo Velho de Alcoutim



O Castelo Velho de Alcoutim, aliás a Moura do Castelo Velho, deu o nome a este blogue. Tudo começou com a Lenda da Moura...
Ainda lá estão as ruínas do Castelo Velho e diz-se que a Moura encantada, também. Também denominado como Castelo de Santa Bárbara, localiza-se num morro sobranceiro ao rio e a cerca de 1 km da vila. É uma das mais importantes estruturas da arquitectura militar islâmica do Algarve.
 A opção muçulmana pelo sítio onde se ergue o chamado Castelo Velho não é plenamente compreendida pelos estudiosos. É certo, entretanto, que a defesa foi determinada pela navegação no rio Guadiana e pela importância da atividade mineradora na região à época. As pesquisas arqueológicass no local documentam adequadamente a sua edificação, a partir da formação do Emirado de Córdoba. Posteriormente, à época dos califas e das primeiras taifas, as suas instalações foram ampliadas, adossando-se algumas edificações às suas muralhas e erguendo-se uma torre para a proteção do portão principal de acesso.
Abandonado durante o século XI em circunstâncias desconhecidas, a estrutura gradativamente perdeu os fins militares. Após a Reconquista, os soberanos de Portugal privilegiaram o sítio da actual vila, para cuja defesa erigiram o Castelo de Alcoutim.

Podes ler A Lenda da Moura do castelo Velho, aqui:
http://moura-do-castelo-velho.blogspot.pt/2008/10/lenda-da-moura-do-castelo-velho-de.html

Sobe o Guadiana e ficas encantado/a!!!

 
O grande rio do sul é maravilhoso...
Seguindo a EN 122, sentido Vila Real Sto António/ Mértola, a 3 km desvias e  encontras:
- Almada de Ouro uma aldeia muito simpática na margem direita do Guadiana. Tens aqui uma paisagem de grande riqueza natural a envolver-te, assim como as fragrâncias campestres que pairam no ar. Delicia-te!!!
- Alcarias é a povoação seguinte, bem no cimo do monte...A paisagem que comtemplas é quase celestial...tens uma excelente vista nesta, já apelidada, "aldeia miradouro" com uma vista excelente sobre a sede de freguesia - Odeleite.
- Foz de Odeleite é a povoação seguinte, ganhou o nome porque ali desagua a Ribeira de Odeleite. Podes descer e caminhar ou banhar-te nas águas cálidas do rio ou até fazer uma pescaria - muge, barbo, sável, corvina...Visita a queijaria artesanal.
- Álamo - onde podes visitar a  Barragem romana - uma infra-estrutura milenar que indicia a localização de uma abastada villa 100 metros, a jusante.
- Guerreiros do Rio - o Museu do Rio é paragem obrigatária. Aprecia a história do rio e das suas gentes, admira o trabalho ao vivo de alguns artesãos de artes de pesca nas margens do rio.
Delicia-te com os diversos pratos de peixe do rio - o famoso ensopado de enguias, o arroz de lampreia, sopas de muge, de barbo, etc...
- Laranjeiras e Montinho das Laranjeiras de grande valor arqueológico e turistico mercê dos vestígios da Villa Romana do Montinho das Laranjeiras.
Podes presenciar a arquitectura rural serrana nos fornos comunitários, nas casas de pedra, nas noras e poços.
Seguindo na direcção de Alcoutim, encontras o Miradouro do Pontal onde podes merendar e desfrutar da paisagem.
- Alcoutim, uma vila encantadora com uma vista maravilhosa para o Rio Guadiana e para Sanlúcar del Guadiana. Tens monumentos para visitar: O Castelo de Alcoutim, sec XIV, classificado como Imóvel de Interesse Publico. No seu interior o
Núcleo Museológico de Arqueologia apresenta exposições num percurso de 5000 anos. No recinto do Castelo tens a Loja de Artesanato que te dá a conhecer os produtos locais.
Alcoutim é pródiga em Igrejas. Algumas foram Mesquitas Árabes transformadas em Igrejas Cristãs: Igreja de Nossa Sra da Conceição, Igreja Matriz de S. Salvador de Alcoutim, Ermida de Santo António, Igreja da Misericórdia.
 
Calcorreia pelas ruas e ruelas antigas e tens uma terra linda a descobrir...
 
Podes pernoitar no Guadiana River Hotel.
 
Quando lá  vou, sempre durmo na minha casa, mas já dormi na Pousada da Juventude  e gostei bastante. Foi um hábito que me ficou das visitas escolares, sou saudosista desses tempos e as gargalhadas e boa disposição da malta jovem nunca me impediram de dormir e sempre foram bálsamo na minha vida.
 
Diverte-te e boa permanência!!!
 

"Pró-Futuro de Alcoutim".


Foto João Carlos Simões ( FB)

Traçar um plano estratégico de desenvolvimento para Alcoutim, foi o grande objectivo do Seminário “Pró-Futuro de Alcoutim”, realizado sábado no “Guadiana River Hotel” (Alcoutim).
Foi um evento organizado pelos “Amigos Pró-Futuro de Alcoutim” e incidiu sobre:

- “Atividades Económicas”,

- “Agricultura. Florestas e Ambiente” 

- “Rio Guadiana”
 
Não vou desenvolver muito mais porque isso cabe a quem de direito.  Gostei de estar presente por 3 motivos, que são quase sempre os que lá me levam.
1º - Quero sempre estar em cima do acontecimento, mesmo longe gosto de saber como vão as coisas na minha terra e o que de bom lá se faz.
2º - Encontrar os amigos, de longa data, que estou muito tempo sem ver e só nestes eventos encontro. Houve 2 reencontros... que bom!!!
3º - Consegui transmitir aos meus filhos o gosto por Alcoutim, assim como por Alcaria Alta onde também temos a casa que foi dos meus avós paternos. O meu filho, esteve presente, fez questão disso e eu fiquei muito feliz com o interesse que manifestou.
 
O futuro do país mostra-se muito nublado, mas creio que em Alcoutim as coisas não vão ser tão dolorosas... Tenho fé!!! Uma fé que assenta, unica e exclusivamente, nos homens de boa vontade que por lá vejo.
Bem hajam!!!
 

CASTELO de Alcoutim

 
Porta principal
 
 
Esta Fortaleza foi construida no sec XIV, no reinado de D. Dinis, arrasando quaisquer vestígios de épocas anteriores, nomeadamente do período compreendido entre a idade do ferro e o periodo romano republicano.
O castelo situa-se na vila de Alcoutim, que foi reconquistada aos muçulmanos em 1240, durante o reinado de D. Sancho II. Foi, no entanto, D. Dinis quem mandou repovoar a vila e lhe concedeu foral em 9 de Janeiro de 1304.
Esta praça militar, ocupada militarmente a partir da Baixa Idade Média, dependia da Ordem de S. Tiago.
Tornou-se num ponto estratégico na defesa da fronteira com castela sendo aqui celebrado, em 31 de Março de 1371, o Tratado de Paz de Alcoutim, entre D. Fernando de Portugal e d. henrique de Castela.
 
Interior
No seu interior situa-se  o Museu e interessantes escavações, assim como um amplo espaço  ajardinado. 
Foi classificado Imóvel de interesse Público em 1973, sendo alvo de um projecto de recuperação e valorização em 1992/3, levado a cabo pela Câmara Municipal de Alcoutim.

Profissões ligadas ao Rio...


O Pescador alcoutenejo reparando as redes que, à noitinha, levará para o rio...


O contrabandista, pela calada da noite, aguarda expectante...


O Guarda fiscal sempre atento, não vá o contrabandista trocar-lhe as voltas...

Duas, destas três profissões ligadas ao rio, pertencem já ao passado da minha terra natal...





A Capela...




 
Alcoutim
 
A CAPELA - assim se chama este lugar.
Nestes bancos de pedra brinquei muito, em miúda.
Morava a 100 metros deles e foram o palco das minhas brincadeiras de infância.
É um lugar lindo e com uma vista maravilhosa, sobre o rio.
 
 
 Foto tirada pelo meu pai em 1962, num dos bancos da Capela.
Tinha 9 anos.
Acabadinha de ficar sem as minhas belas tranças... eu que nunca faço fretes, devo ter-me esquecido por uns momentos, pois pareço sorridente...
Adorava estas chinelas de borboleta, que escorregavam, escorregavam...mas tb se partiram rapidamente...